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Para escolas

25 de maio de 2020

Comunicação escolar: Como conduzir alunos e familiares no cenário atual

comunicação escolar

Vivemos um momento histórico e desafiador. A pandemia causada pelo novo Corona vírus fez com que todas as rotinas tivessem que ser adaptadas. A quarentena ressignificou nossas fórmulas de trabalho e a educação teve que migrar para o mundo virtual.

Esse cenário gera diversas dificuldades, mas o maior desafio do ensino no universo online é a comunicação da escola com os alunos e familiares, e com sua própria equipe. Por isso, trouxemos dicas práticas para que toda a comunidade escolar permaneça conectada.

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A comunicação escolar começa na interação com os alunos

Uma comunicação escolar eficiente vai além de um e-mail enviado para pais ou uma mensagem em um grupo para alunos. Para melhorar a experiência com o ensino emergencial à distância é necessário repensar a interação com as famílias, principalmente com os estudantes.

A relação mais importante do ambiente escolar, que é a do professor com seus alunos, foi também a mais afetada pela suspensão das aulas presenciais. A interação só é possível no ambiente digital e ela pode acontecer de duas formas:

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Interação síncrona

A interação síncrona permite uma troca simultânea, em que os alunos recebem as informações e devolvem as conclusões juntamente com o professor. Um exemplo são as aulas online realizadas por transmissões ao vivo. 

✔️ A vantagem é que este o formato é mais próximo daquele vivenciado em  sala de aula presencial, com uma rapidez de respostas e observação prática dos resultados.

❌ As desvantagens estão ligadas a fatores como dependência da conexão de internet, a necessidade do aluno usar o computador por um determinado período e causar uma interferência na rotina familiar, além do método não produzir o efeito de atenção nos alunos, o que torna as chances de dispersão mais alta.

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Interação assíncrona

A outra forma de interação é a assíncrona, que não acontece em tempo real. Um exemplo são as aulas gravadas ou textos e conteúdos enviados aos alunos.

✔️ As vantagens desta opção são a liberdade de aprendizagem, a maior autonomia que possibilita o aluno aprender no seu ritmo, acelerar ou voltar o vídeo, além do estímulo a acessar outras fontes.

❌ As desvantagens são a extrema necessidade de disciplina e engajamento, que pode fazer com que muitos alunos não acompanhem as aulas ou realizem as atividades.

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Mas qual delas é a melhor opção?

De acordo com o palestrante e consultor educacional Paulo Tomazinho, precisamos unir as duas opções para um desempenho otimizado. 

paulo tomazinho comunicação escolar

Um exemplo prático do que fazer para manter o engajamento de alunos é trazer correções e tira dúvidas de forma síncrona e exposições e conteúdos densos de forma assíncrona. 

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Registro da comunicação escolar, outro passo importante

Registrar as atividades e ações feitas neste período também é muito importante. Os registros funcionam como um ótimo método avaliativo e ajudam a garantir a participação dos alunos nos momentos assíncronos.

Para as escolas que não possuem um sistema próprio, o registro pode ser feito utilizando ferramentas simples e gratuitas disponíveis na internet.

Um formulário do Google Forms, por exemplo, pode garantir o cumprimento de atividade, além de ajudar na fixação do conteúdo. Cinco perguntas simples após uma videoaula permitem o registro de presença e participação do estudante ou mesmo a avaliação do processo.

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Como avaliar a qualidade do ensino remoto e a efetividade comunicação escolar?

Para entendermos a forma de comunicar-se efetivamente faremos uma analogia tomando emprestada uma terminologia da ciência da computação:

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O Three Way Handshake 

three way e a comunicação escolar

Essa terminologia está conectada ao envio de dados de um computador a outro. Para que a comunicação entre as duas máquinas seja eficiente e assertiva são precisos 3 passos.

  • Enviar a informação
  • Garantir o recebimento da informação
  • Possibilitar a devolutiva da informação

Esse processo pode ser aplicado à realidade da educação quando tratamos da comunicação entre a escola e os alunos e/ou familiares, seja para envio de comunicados, de atividades, de convites para eventos e reuniões ou mesmo para a realização dos mesmos de forma online.

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Enviando informações 

O primeiro passo para enviar informações para as famílias de forma assertiva é definir um canal de comunicação. O ideal é escolher um canal de fácil acesso a todos os envolvidos. O portal da escola, um grupo de e-mails ou chats gratuitos, como Whatsapp e Telegram, são boas opções.

Faça uma pesquisa rápida com a comunidade escolar para entender qual o melhor canal e alinhe como será feita a comunicação: quem será o moderador da conversa, quais os temas serão abordados ali, qual será a periodicidade das notificações, regras básicas dos grupos…

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Garantindo o recebimento do conteúdo

Em meio a tantas informações que recebemos diariamente nos canais online, é necessário garantir que as mensagens da escola foram recebidas pelas famílias.

Criar listas de transmissão e grupos de alunos e/ou responsáveis são ações simples que ajudam a organizar os contatos e garantem que todos recebam os conteúdos da escola.

Existem também aplicativos e plug-ins que ajudam a averiguar se a informação enviada foi realmente recebida. Uma ótima ferramenta para garantir a leitura de seus e-mails, por exemplo, é o Mailtrack. O plug-in gratuito, discreto e de fácil configuração, permite a verificação de todos os e-mails enviados pelo Gmail.

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Abrindo espaço para devolutivas

Comunicação eficiente é aquela em que ambos os agentes intercambiam os papéis, informando e recebendo as mensagens. A reciprocidade precisa ser instaurada.

Em aulas, apresentações ou reuniões presenciais a troca entre educadores, alunos e responsáveis acontece ao vivo e organicamente. Entretanto, ao migrar para o ambiente online, a comunicação escolar conta com limitações.

Lembre-se que o canal de comunicação definido pela escola deve permitir devolutivas por mensagem direta. Evite, por exemplo, usar remetentes de e-mail que não permitem respostas ou grupos de Whatsapp que restringem o envio de mensagens aos administradores.

Outra prática interessante é fornecer um meio específico para receber feedbacks, como um telefone/e-mail de contato, um link para um formulário de pesquisa (veja um exemplo clicando aqui) ou um encontro online para abordar o tema.

Reuniões com os responsáveis por videoconferência podem ser muito úteis para coletar devolutivas sobre o ensino remoto. Todavia, é preciso organizar o encontro com antecedência, alinhando a data, o tema e o tempo de duração.

Este alinhamento é o segredo para que a comunicação seja clara, objetiva e para que os envolvidos não se desviem do tema. 

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Testar, avaliar e adaptar sempre

Assim como dissemos no início do conteúdo, estamos em um período de adaptação da comunicação escolar. O ensino emergencial à distância exige um diálogo claro e contínuo entre escola, alunos e pais para que ocorra com qualidade.

É preciso atenção e cuidado em cada detalhe. Uma atividade mal explicada ou um e-mail enviado em um momento incorreto podem comprometer todo o processo de aprendizagem.

Por isso, alinhe o processo com toda a sua equipe escolar e com os responsáveis. Se possível, crie uma linha de frente na escola para tratar da comunicação escolar em tempos de pandemia.

Teste, avalie e adapte a comunicação à realidade de seus alunos e famílias, só assim a escola atingirá bons resultados com o ensino remoto. 

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Saiba mais sobre o tema

Assista o Webinar Como conduzir a comunidade escolar no cenário atual, com Renan Dias e Daniel Freitas, na íntegra e gratuitamente clicando no banner abaixo:



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